sábado, 13 de outubro de 2018

Estampas lendárias do Rock

Roupas com estampa vestem desde nós, meros mortais, até as lendas do universo artístico. Afinal, nossos ídolos também já foram  adolescentes, com estilos e preferências que moldaram sua personalidade quando adultos. Sua criatividade extrapola a expressão musical. Suas atitudes também falam muito.
O bom artista sabe o poder de sua imagem! Muitos à usaram para passar alguma mensagem, ou, simplesmente, para mostrar suas referências, tornando algumas camisetas verdadeiros ícones de adoração dos fãs de rock.
Confira com a Contra Grife alguns exemplos:
Keith Moon – “Pow!”
Keith Moon sempre foi o cara mais extrovertido do The Who. Em qualquer lugar por onde estivesse, algo bombástico poderia acontecer a qualquer momento. Explodir baterias, por exemplo, era apenas um de seus números clássicos. Nos anos iniciais da banda, Keith expressou esse sentimento em uma de suas camisetas, com a lendária estampa “Pow!“. Era a personalidade do mitológico baterista que aflorava.

Keith Richards – “Who the fuck is Mick Jagger?”
Essa é uma das camisetas mais emblemáticas usadas por um Rolling Stone. Cansado de ver todos os holofotes sobre Mick Jagger, Keith Richards resolveu tirar uma onda com seu parceiro de banda ao criar o slogan “Who the fuck is Mick Jagger?“, durante a “Tour of the Americas”, em 1975.

Ian Curtis – “The Sound and the Fury” e “Hate”
O saudoso líder do Joy Division, Ian Curts, foi outro artista que gostava de personalizar suas camisetas com alguma mensagem ou sentimento que queria expressar. Dois clássicos exemplos são “The Sound and the fury” e “Hate“, peças de vestuário que ele usou até gastar durante os poucos, porém eternos, anos da banda.

“O Som e a Fúria” é um livro de 1929, escrito por William Faulkner.


A imagem é um take do filme “Control”, de Anton Corbijn, que conta a trajetória de Ian.

Black Sabbath – “Never say Die Tour 78”
Robert Downey Jr como Tony Stark, no filme “Homem de Ferro”, foi o responsável pela nova explosão dessa estampa clássica da Tour de 78 do Black Sabbbath, que divulgava o disco “Never Say Die”.
Há dois fatores de destaque para essa estampa. Não só o Iron Man desfilando com a peita (camiseta de banda, para os fãs) no filme, como também essa tour ter marcado a história do Rock. Muitos consideram ela a mais marcante da banda, pois foi a última com Ozzy nos vocais, despedindo-se da clássica fase inicial dos ingleses.

Ville Valo – “Heaven and Hell Tour”
Mais uma vez uma estampa do Black Sabbath aparece na lista. Ville Valo, líder do H.I.M, curtia muito andar por tudo que é canto com a camiseta da tour do primeiro álbum do Sabbath com Ronnie James Dio, “Heaven and Hell Tour 1980“. Um momento marcante da banda de Tony Iommi, muito aguardado pelos fãs, que coincidiu com início do voo solo de Ozzy e seu aclamado “Blizzard of Ozz“, disco que também levou a assinatura do guitarrista Randy Rhoads. Que época!

Sex Pistols – “I hate Pink Floyd”
A mira dos famigerados Sex Pistols não poupava ninguém. A anarquia dominava e a soberania punk, que virou a Inglaterra e a história do rock de cabeça para baixo, voltava seu ódio contra o rock progressivo, que na época tinha representação máxima no Pink Floyd. “I Hate Pink Floyd” é outra das clássicas estampas, usada até hoje, inclusive, por fãs mais fanfarrões do Pink Floyd.

Lester Bangs – “Freedom or Death” e “Punk”
Lester Bangs foi um jornalista e crítico musical tão voraz que chegou a ganhar o status de “estrela outsider” do rock. Ele era tão fascinado pela arte que em uma apresentação do J Geils Band não se conteve, subiu ao palco com sua máquina de escrever e, como se fosse músico da banda, resenhou sobre a apresentação.
Amou e odiou seus ídolos quando achou que devia, eternizando-se como o mais influente crítico de sua época. Algumas de suas camisetas preferidas foram com as estampas “Freedom or Death” e “Punk Magazine” ( icônico fanzine que andou junto com toda explosão do cenário rebelde de Nova York que, em 1977, convergiu para o CBGB). Pena que nos deixou tão cedo.

Ramones – “I’m not Joey Ramone” e “I’m not Johnny Ramone”
Os Ramones sempre foram irreverentes. “I’m not Joey Ramone” e “I’m not Johnny Ramone” foram duas estampas criadas pelos próprios músicos, no melhor estilo “Do It Yourself” Punk. Para zoação geral, ambas se tornaram indispensáveis para os fãs dos Ramones.

Lemmy – Max’s Kansas City
Lemmy, nosso eterno líder do Motörhead, é mais conhecido por ter vivido mais tempo no Rainbow Bar do que em sua própria casa. Mas não foi só lá que nosso querido mestre se entocava. Por muito tempo ele vestiu a camisa do Max’s Kansas City, outro dos bares mais famosos da história roqueira.

John Lennon – “Creem Magazine“ e “New York City”
John Lennon literalmente vestiu a camiseta da contracultura após o fim dos Beatles. Suas fotos com a estampa da revista Creem mostram bem esse lado. Outra camiseta inesquecível, eternizada em várias fotos, é a com a inscrição “New York City“, cidade que ele amava e escolheu para morar.

Slash – “Pepe Le Gambá” e Alx Rose – “Shit Happens”
Outra camiseta que tornou-se icônica é a do cartoon Pepe Le Gambá, usada muitas vezes porSlash, do Guns N’ Roses. Dentro e fora do palco, o ilustre guitarrista mostrou sua afeição pelo charmoso fedidinho. Já Axl Rose, o controverso vocalista da banda, desfilou com muitas estampas que tornaram-se clássicas entre seus fãs. Entre elas está a “Shit Happens“. Eles gostavam de customizar suas peças, cortavam golas, mangas ou o que pudessem para deixá-las ao seu gosto, como dá para perceber nas fotos.

Kurt Cobain – Várias
Kurt Cobain, do Nirvana, sempre teve um gosto musical alternativo, usava aquilo que desejava que as pessoas prestassem atenção e geralmente vestia artistas bastante incomuns. Ele também gostava de criar suas próprias peças, muitas vezes tecendo críticas ao que lhe incomodava. Vestiu muito a camiseta de artistas pouco reconhecidos, como o músico Daniel Johnston, e a banda punk underground, Flipper. Outra camiseta que se tornou clássica pelas aparições do músico foi a “Corporate Magazines Still Sucks“, uma crítica às grandes revistas de rock, como a Rolling Stone.

Beastie Boys – “Stuyvesant leader physical ed”
Ad Rock, dos Beastie Boys, imortalizou a camiseta da “Stuyvesant leader physical ed” graças ao impagável vídeo de (You Gotta) Fight For Your Right (To Party), que figura entre os grandes clássicos da década de 80.

Em 2011 foi feito um vídeo de 29 minutos, dirigido pelo saudoso Adam Yauch, que conta uma história muito pirada e que envolveu uma pá de artistas bacanas, dando sequência ao que poderia ter acontecido após a festa. Vale a pena tirar um tempinho para dar uma espiada:

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Acontece!



sábado, 3 de fevereiro de 2018

HYLDON - "AS COISAS SIMPLES DA VIDA" - família, amizade e paixões.


Depois de muito tempo sem escrever por preguiça e desinteresse pelo blog (não pela música) resolvi novamente compartilhar minhas experiências audiofônicas com vocês.
O que me levou a isso foi o mais recente disco  "AS COISAS SIMPLES DA VIDA" do Mestre do Swing HILDON que me tocou profundamente com sua sensibilidade artística e com sua maneira única de compor que criou nesse trabalho uma atmosfera carregada de afetividade pacifica e fraternal cheia de doçura e emoção na dose certa.
Esse foi o álbum que me acompanhou em uma viajem que fiz no início do ano com uma pessoa muito especial na minha vida e criou um vinculo áudio afetivo infindável, sendo assim, sempre que eu ouvir essa disco eu lembrarei desse momento único que vivi...se é que você me entende ;) rsrs.








Segundo o próprio artista  "AS COISAS SIMPLES DA VIDA" é um disco que fala da família da amizade e das paixões. Esse disco diz muito de mim, todas as letras são minhas. Depois da experiência do ultimo disco que tive muitos parceiros, nesse eu imprimi mais a minha marca, tanto na concepção musical quanto na produção.



Pra quem não está ligando o nome a pessoa Hyldon projetou-se em escala nacional em 1975 com a edição do seu álbum NA RUA, NA CHUVA, NA FAZENDA, unindo o Pop e o Soul esse disco se tornou clássico da música brasileira além de ter feito parcerias memoráveis com Tim Maia e Cassiano.




segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

T.S.O.L e Programa GRITO DA RUA.
















Umas das minhas primeiras lembranças com referência ao som do T.S.O.L é o programa Grito Da Rua exibido no início dos anos 90, programa esse que tinha como atração principal o então desconhecido da maioria e recém chegado skate e que tinha como sua trilha sonora de encerramento justamente a canção 'Flowers by the door' do T.S.O.L.

Considerada uma das mais importantes bandas Punk/Hardcore da Califórnia, o T.S.O.L. (True Sounds of Liberty) surgiu em 1979, formada por Jack Grisham (vocais), Ron Emory (guitarra), Mike Roche (baixo) e Todd Barnes (bateria). Influenciado por bandas como Misfits e Sex Pistols, eles lançam seu primeiro auto-intitulado EP em 1981.

O True Sounds of Liberty navegou por vários estilos musicais como o Hard/Gótico, hard/glam e por isso é lembrada como uma banda eclética, e que alcançou um sucesso rápido e merecido graças as suas grandes performances ao vivo, mas o que marcou pra gente foi a música de encerramento do lendário programa GRITO DA RUA!


                   TSOL - Flowers by the Door



Encerramento do lendário programa GRITO DA RUA:

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Sexta - Feira com o Blues de Luther Allison


Cara, toma um porre, um belo porre! Ouve um blues. Arruma uma garota nova. Só não fica aí...Hoje é sexta-feira e a vida é curta...Aproveita enquanto pode, é pecado não aproveitar enquanto se está livre, principalmente se você tem o poder da escolha ainda em suas mãos. Isso é pecado, isso sim é um tremendo pecado. E por esse pecado não serei condenado, ao menos por esse não!


 Luther Allison - ''It Hurts Me Too'' (Montreal International Jazz Festival, 1997)